Alain Urrutia — Mirror Rim

A exposição MIRROR RIM do artista Alain
Urrutia (Bilbao, 1981), co-produzida pela
Fundación DIDAC e Appleton Square, com o
apoio do Instituto Vasco Etxepare, apresenta
um total de onze pinturas que exibem
imagens passíveis de uma possível
inversão. Com uma disposição oposta à
inicial, estas imagens funcionam num registo
formal, mas também ao nível da sua
plasticidade. Ao expor imagens refletidas no
seu eixo vertical, que na composição
funcionam pela sua rotação, as pinturas são
mostradas em várias possíveis posições.
Assim, se na Fundação DIDAC elas foram
mostradas de uma maneira, no espaço de
Appleton Square elas são apresentadas de
modo contrário. Deste modo, a segunda
exposição passa a ser o reflexo da primeira.
Assim o título -MIRROR RIM- assume um
palíndromo, que se lê, de igual modo, da
direita para a esquerda e da esquerda para
a direita.
De modo cuidado, o trabalho de Alain Urrutia
analisa diferentes leituras de imagens pre-
existentes, fragmentando e reconstruindo a
sua realidade, de forma a eliminar a sua
historia, através da pintura. Este é um jogo
de sombras que, com várias camadas de
branco e negro, e com recurso ao
reenquadramento e à ocultação, destaca
detalhes que geram imagens misteriosas. O
artista considera a reacção do espectador e
abre distintas conectividades dos motivos
representados. Sempre com a ideia de dotar
o trabalho de uma unidade formal, dentro da
qual ocorrerem diferentes significados, o
artista assegura, também, uma grande
elasticidade na sua leitura conceptual.
Em simultâneo com o decorrer da exposição
apresenta-se um livro, editado pela Dardo,
que recorre ao trabalho realizado pelo artista
nos últimos cinco anos. A publicação conta
com um texto da curadora do Museu
Guggenheim, Geaninne Gutiérrez-
Guimarães, e uma conversa de David Barro
com Alain Urrutia.
| créditos © appleton square |
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