Podcast
—
No Appleton podcast vamos ouvir o que diversos convidados ligados à arte contemporânea têm a dizer acerca da sua actividade e de questões com ela relacionadas. A ideia de criar este podcast surgiu antes da eclosão da Covid-19, decidimos avançar não por causa, mas apesar da quarentena que se viveu nesse período. Numa altura em que a actividade da Appleton se encontrava suspensa foi uma maneira de nos mantermos em contacto com o público.
Este podcast não tem um periodicidade pré-definida nem um formato pré-estabelecido: pode tomar a forma de uma conversa com um convidado, de uma conversa com mais de um convidado, de um monólogo, do que as circunstâncias propiciarem. Também os assuntos irão variar em função do convidado e do contexto.
O Appleton podcast conta desde 2020 com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e da República Portuguesa – Dgartes.
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Créditos introdução/sonoplastia:
Voz-Vera Appleton
Flauta e órgão – David Maranha
Guitarra – Manuel Mota
Bolsa
—
A bolsa Appleton, no montante de 9,000 euros, destina-se a artistas portugueses residentes em Portugal, com idade mínima de 25 anos, para residência numa cidade estrangeira durante cinco meses. Na primeira edição, em 2019, a cidade escolhida foi Bruxelas e a bolsa foi atribuída ao artista Augusto Alves da Silva. Esta edição teve que ser adiada por causa da pandemia e o artista vencedor não tendo oportunidade de se deslocar em 2022 prescindiu da mesma em benefício de Ramiro Guerreiro um dos outros 5 finalistas escolhidos pelo júri.
O não financiamento por parte da DGArtes em 2023/24 adiou a segunda edição da Bolsa, prevista para 2025/26.
*
A bolsa Appleton tem por objectivo apoiar um(a) artista de nacionalidade portuguesa e residente em Portugal, com idade mínima de 25 anos, para residência numa cidade estrangeira durante cinco meses. A cidade escolhida na primeira edição foi Bruxelas, e a residência deverá realizar-se num período específico (a data não está definida por causa das limitações impostas pela pandemia). Os documentos necessários para a candidatura são: cópia de cartão de cidadão ou similar, documento comprovativo de residência, carta de intenções, na qual a/o artista expõe as razões e motivações para a sua candidatura, portfólio e CV.
O júri é constituído por Vera Appleton, Luísa Santos e Miguel Wandschneider.
Numa primeira fase, o júri selecciona os candidatos finalistas. Numa segunda fase, o júri faz uma entrevista com cada um dos finalistas, de modo a seleccionar o vencedor da bolsa.
As decisões do júri não são passíveis de qualquer apelo ou recurso.
Todos os candidatos serão informados se foram ou não seleccionados como finalistas. Cada um dos finalistas será convocado para uma entrevista com o júri. O vencedor da bolsa será anunciado até 5 dias depois da última entrevista.
A bolsa Appleton tem o valor de 9,000 euros. A Appleton encarregar-se-á da compra dos bilhetes de avião de ida e de regresso e do pagamento do alojamento, assim como do pagamento do seguro de acidentes pessoais, despesas que serão deduzidas do valor da bolsa. A verba sobrante irá sendo entregue ao bolseiro, durante a sua residência em Bruxelas, mediante apresentação de facturas ou recibos justificativos das despesas, em nome da Appleton Associação Cultural.
A bolsa será cancelada caso o bolseiro não resida em Bruxelas durante o período estipulado de cinco meses.
A Appleton Associação Cultural poderá tratar os dados pessoais recolhidos neste contexto diretamente e/ou através de entidades subcontratadas para o efeito. No âmbito e para os efeitos da atribuição e gestão da bolsa, a Appleton Associação Cultural poderá comunicar os dados dos candidatos a entidades parceiras, para efeitos de gestão de publicações e de comunicações institucionais. Estas entidades poderão estar sediadas dentro do território da União Europeia ou fora, sendo que, neste último caso, serão a todo o momento empregues mecanismos adequados, ao abrigo da legislação aplicável, para salvaguardar a segurança dos dados pessoais tratados.
Ramiro Guerreiro, bolseiro Appleton 2019.
Ramiro Guerreiro tem desenvolvido e exposto trabalho desde a década de 2000, explorando criticamente a relação entre corpo, espaço e arquitectura. Tem realizado várias instalações site-specific e criado obras utilizando o desenho, performance, vídeo, publicações impressas, para além de trabalhar com, e a partir de, objectos documentais. Recorrendo por vezes a uma atitude irónica perante a realidade urbana circundante, as suas propostas procuram investigar modos alternativos de uso das cidades e dos seus elementos constituintes. R.G. investiga assim, empiricamente, as formas como a arquitectura e a política urbanas condicionam e controlam os nossos modos de ver, ser e sentir e procura contrariar os invisíveis mecanismos de controlo.
Guerreiro frequentou o curso de Arquitectura na Universidade do Porto e posteriormente o Programa de Estudos Independentes da Maumaus – Escola de Artes Visuais, Lisboa. Fez residências artísticas na Casa de Velazquez em Madrid (2008) e na Künstlerhaus Bethanien em Berlim (2015), ambas com bolsas da Fundação C. Gulbenkian, fez o programa Le Pavillon do Palais de Tokyo, em Paris (2010) com bolsa do Min. da Cultura da República Francesa, entre outras residências de menor duração.
Colabora regularmente com outros artistas, coreógrafos e colectivos, em variados formatos de apresentação tanto como intérprete, autor ou co-autor.
Itinerâncias
—
As itinerâncias são geralmente “deslocações” de exposições que aconteceram no espaço da Appleton para fora. Por vezes e de acordo com as características dos espaços externos, os artistas poderão adaptar projectos ou mesmo propor projectos diferentes.
O objectivo principal é descentralizar e chegar a um público mais vasto. Por outro lado e de acordo com a relação com os parceiros, o espaço da Appleton também poderá ser ocupado e servir para apresentar projectos que de outra forma não seriam vistos em Lisboa.
Para os anos de 2021 a 2024 os parceiros para itinerância da Appleton são: DIDAC em Santiago de Compostela, Projeto Fidalga em São Paulo, Projecto Pontes/ARS no Fundão, Fábrica da Criatividade em Castelo Branco e Osso in Caldas da Rainha.
Lista de artistas de alguns artistas itinerantes Appleton (2020-2024):
Ângela Ferreira, Fernanda Fragateiro, Luisa Cunha, Tatiana Macedo, Vasco Araújo (DIDAC) João Pimenta Gomes, Belén Uriel (Fidalga) Tiago Madaleno, Mariana Gomes, Joana Villaverde, João Pimenta Gomes, Francisco Vidal, Joana Patrão, Sarah Basha, Mariana Vasco Costa, Tiago Alexandre, Sara Mealha (ARS/Projecto Pontes) Ilha de Calipso – Pedro Tropa, Teresa Santos e João Pimenta Gomes (Fábrica da Criatividade)
SANDBOX – Serviço de Mediação
Concepção: Joana Patrão e José Costa
Execução (entre 2020 e 2023): Joana Patrão e José Costa
Execução desde 2023: Marília Marques
As sandboxes [caixas de areia] são locais públicos onde as crianças podem jogar e experimentar. Assentes na ideia de liberdade criativa, estes locais têm também como premissa a autonomia de quem joga – as caixas de areia não apresentam por si só um jogo, mas um espaço onde o jogo pode existir. São por isso palcos onde a criatividade pode ser exercitada e exibida.
O termo sandbox foi entretanto apropriado pela linguagem informática segundo uma filosofia semelhante: torna-se um local virtual onde os programas podem ser testados sem receio de potenciais danos no sistema. O mesmo acontece com o subgénero de videojogos sandbox: espaços virtuais onde quem joga tem ao seu dispor um conjunto de ferramentas para criar situações e tomar decisões autónomas, escolhendo os seus próprios percursos, ações e aventuras.
O projeto educativo Sandbox pretende unir as caixas de areia físicas com as virtuais. Ao estabelecer um espaço de experimentação , procura pensar o processo de mediação e educação como um jogo autónomo em constante construção, propondo ferramentas para expandir as suas possibilidades em cada interação, exposição ou momento.
fAV – Fórum das Artes Visuais
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–
O fórum é um evento anual que promove o debate e as boas práticas no setor das Artes Visuais
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1ª edição,
dia 22 de junho de 2024,
na Appleton – Associação Cultural,
em Lisboa
—
O fAV – fórum das Artes Visuais é um evento novo e inédito que se realizará todos os anos, visando o debate dos problemas do sector.
Dada a carência de debate formal e afirmação pública das suas questões, o sector das Artes Visuais pretende, assim, juntar uma vez por ano os seus diversos profissionais, com o objectivo de pensar e apontar soluções para as limitações que encontram no desenvolvimento do seu trabalho.
Na sua génese a ideia é a de que estejam representados os intervenientes do sector: artistas, galeristas, espaços independentes, instituições, publicações, curadores, programadores, coleccionadores, autarquias e governo central, convidados a participar no mesmo evento pela primeira vez.
A organização do fAV – fórum das Artes Visuais é da iniciativa da AAVP – Associação de Artistas Visuais em Portugal, Appleton – Associação Cultural e Umbigo Magazine, sendo os convites de participação orientados a todos os profissionais do sector. Neste primeiro ano acontecerá a 22 de Junho de 2024 no espaço da Appleton – Associação Cultural em Alvalade, Lisboa.
Anualmente serão eleitos dois temas para serem debatidos em diversas mesas redondas e posterior apresentação de um documento para subscrição pública pelos profissionais do sector, para que seja divulgado junto da comunicação social e agentes do meio que podem, e devem, questionar e melhorar as suas práticas profissionais.
A intenção é que as Artes Visuais passem deste modo, a ter uma voz idónea e respeitada para representar os seus problemas, assim como uma reunião anual para discutir os seus problemas.
—
Uma iniciativa:
AAVP – Associação de Artistas Visuais em Portugal
Appleton – Associação Cultural
Umbigo Magazine
Criação
—
As primeiras residências de criação foram a do artista Luís Rocha na Appleton Box entre Dezembro de 2021 e Janeiro de 2022 e a do artista Carlos Nunes na Appleton Square em Agosto – Setembro de 2022 e Daniel Moreira e Rita Castro Neves entre Outubro e Novembro.
Em 2023 demos início a uma nova parceria com a Residência “Paulo Reis” do Projeto Fidalga.
Os artistas escolhidos para esta troca foram João Pimenta Gomes que foi durante o mês de Junho 2023 para São Paulo e Leka Mendes durante os meses de Agosto e Setembro, culminando numa exposição na Box em Setembro de 2023.
2024 é um ano em que diversificámos as residências, estabelecendo mais intercâmbios, o primeiro foi a artista Belén Uriel com o Projeto Fidalga em Abril, estabelecendo a troca com o artista Ding Musa que virá em Agosto para preparar a sua exposição na Box em Setembro. A nível nacional Xavier Ovídio esteve no O Espaço do Tempo em Maio, e receberemos Flávio Rodrigues em Novembro. Carla Cabanas em Junho está um mês na Córtex frontal, que organizará uma exposição na Appleton em Outubro. Durante o mês de Agosto será João Timóteo a ir para a Officina Mundi em Avis.
BIBLIOTECA MARGARIDA APPLETON
—
A biblioteca Margarida Appleton é o resultado da organização de livros que ao longo dos anos a Appleton publicou, produziu, recebeu ou adquiriu. Trata-se de um conjunto de publicações, de tipologias muito diversas, sob o tema da arte contemporânea, que passam agora da esfera privada para a pública.
A primeira apresentação da biblioteca Margarida Appleton acontece na FARRA no Cine-Teatro de Elvas, onde estarão disponíveis para consulta cerca de 400 livros. Ao todo a biblioteca conta com mais de 700 publicações.Qualquer visitante poderá ter acesso à base de dados da biblioteca e consultar no local durante o tempo que quiser, dentro do horário do espaço, a publicação que lhe interessar. Brevemente a base de dados estará acessível online para possível marcação de consulta pela mesma via.
Agradecimento especial a Ana Nobre de Gusmão que organizou a base de dados de raiz e pela doação de muitos livros que faziam parte do seu espólio com o artista Michael Biberstein.
Podcast
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No Appleton podcast vamos ouvir o que diversos convidados ligados à arte contemporânea têm a dizer acerca da sua actividade e de questões com ela relacionadas. A ideia de criar este podcast surgiu antes da eclosão da Covid-19, decidimos avançar não por causa, mas apesar da quarentena que se viveu nesse período. Numa altura em que a actividade da Appleton se encontrava suspensa foi uma maneira de nos mantermos em contacto com o público.
Este podcast não tem um periodicidade pré-definida nem um formato pré-estabelecido: pode tomar a forma de uma conversa com um convidado, de uma conversa com mais de um convidado, de um monólogo, do que as circunstâncias propiciarem. Também os assuntos irão variar em função do convidado e do contexto.
O Appleton podcast conta desde 2020 com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e da República Portuguesa – Dgartes.
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Créditos introdução/sonoplastia:
Voz-Vera Appleton
Flauta e órgão – David Maranha
Guitarra – Manuel Mota
Bolsa
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A bolsa Appleton, no montante de 9,000 euros, destina-se a artistas portugueses residentes em Portugal, com idade mínima de 25 anos, para residência numa cidade estrangeira durante cinco meses. Na primeira edição, em 2019, a cidade escolhida foi Bruxelas e a bolsa foi atribuída ao artista Augusto Alves da Silva. Esta edição teve que ser adiada por causa da pandemia e o artista vencedor não tendo oportunidade de se deslocar em 2022 prescindiu da mesma em benefício de Ramiro Guerreiro um dos outros 5 finalistas escolhidos pelo júri.
O não financiamento por parte da DGArtes em 2023/24 adiou a segunda edição da Bolsa, prevista para 2025/26.
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A bolsa Appleton tem por objectivo apoiar um(a) artista de nacionalidade portuguesa e residente em Portugal, com idade mínima de 25 anos, para residência numa cidade estrangeira durante cinco meses. A cidade escolhida na primeira edição foi Bruxelas, e a residência deverá realizar-se num período específico (a data não está definida por causa das limitações impostas pela pandemia). Os documentos necessários para a candidatura são: cópia de cartão de cidadão ou similar, documento comprovativo de residência, carta de intenções, na qual a/o artista expõe as razões e motivações para a sua candidatura, portfólio e CV.
O júri é constituído por Vera Appleton, Luísa Santos e Miguel Wandschneider.
Numa primeira fase, o júri selecciona os candidatos finalistas. Numa segunda fase, o júri faz uma entrevista com cada um dos finalistas, de modo a seleccionar o vencedor da bolsa.
As decisões do júri não são passíveis de qualquer apelo ou recurso.
Todos os candidatos serão informados se foram ou não seleccionados como finalistas. Cada um dos finalistas será convocado para uma entrevista com o júri. O vencedor da bolsa será anunciado até 5 dias depois da última entrevista.
A bolsa Appleton tem o valor de 9,000 euros. A Appleton encarregar-se-á da compra dos bilhetes de avião de ida e de regresso e do pagamento do alojamento, assim como do pagamento do seguro de acidentes pessoais, despesas que serão deduzidas do valor da bolsa. A verba sobrante irá sendo entregue ao bolseiro, durante a sua residência em Bruxelas, mediante apresentação de facturas ou recibos justificativos das despesas, em nome da Appleton Associação Cultural.
A bolsa será cancelada caso o bolseiro não resida em Bruxelas durante o período estipulado de cinco meses.
A Appleton Associação Cultural poderá tratar os dados pessoais recolhidos neste contexto diretamente e/ou através de entidades subcontratadas para o efeito. No âmbito e para os efeitos da atribuição e gestão da bolsa, a Appleton Associação Cultural poderá comunicar os dados dos candidatos a entidades parceiras, para efeitos de gestão de publicações e de comunicações institucionais. Estas entidades poderão estar sediadas dentro do território da União Europeia ou fora, sendo que, neste último caso, serão a todo o momento empregues mecanismos adequados, ao abrigo da legislação aplicável, para salvaguardar a segurança dos dados pessoais tratados.
Ramiro Guerreiro, bolseiro Appleton 2019.
Ramiro Guerreiro tem desenvolvido e exposto trabalho desde a década de 2000, explorando criticamente a relação entre corpo, espaço e arquitectura. Tem realizado várias instalações site-specific e criado obras utilizando o desenho, performance, vídeo, publicações impressas, para além de trabalhar com, e a partir de, objectos documentais. Recorrendo por vezes a uma atitude irónica perante a realidade urbana circundante, as suas propostas procuram investigar modos alternativos de uso das cidades e dos seus elementos constituintes. R.G. investiga assim, empiricamente, as formas como a arquitectura e a política urbanas condicionam e controlam os nossos modos de ver, ser e sentir e procura contrariar os invisíveis mecanismos de controlo.
Guerreiro frequentou o curso de Arquitectura na Universidade do Porto e posteriormente o Programa de Estudos Independentes da Maumaus – Escola de Artes Visuais, Lisboa. Fez residências artísticas na Casa de Velazquez em Madrid (2008) e na Künstlerhaus Bethanien em Berlim (2015), ambas com bolsas da Fundação C. Gulbenkian, fez o programa Le Pavillon do Palais de Tokyo, em Paris (2010) com bolsa do Min. da Cultura da República Francesa, entre outras residências de menor duração.
Colabora regularmente com outros artistas, coreógrafos e colectivos, em variados formatos de apresentação tanto como intérprete, autor ou co-autor.
Itinerâncias
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As itinerâncias são geralmente “deslocações” de exposições que aconteceram no espaço da Appleton para fora. Por vezes e de acordo com as características dos espaços externos, os artistas poderão adaptar projectos ou mesmo propor projectos diferentes.
O objectivo principal é descentralizar e chegar a um público mais vasto. Por outro lado e de acordo com a relação com os parceiros, o espaço da Appleton também poderá ser ocupado e servir para apresentar projectos que de outra forma não seriam vistos em Lisboa.
Para os anos de 2021 a 2024 os parceiros para itinerância da Appleton são: DIDAC em Santiago de Compostela, Projeto Fidalga em São Paulo, Projecto Pontes/ARS no Fundão, Fábrica da Criatividade em Castelo Branco e Osso in Caldas da Rainha.
Lista de artistas de alguns artistas itinerantes Appleton (2020-2024):
Ângela Ferreira, Fernanda Fragateiro, Luisa Cunha, Tatiana Macedo, Vasco Araújo (DIDAC) João Pimenta Gomes, Belén Uriel (Fidalga) Tiago Madaleno, Mariana Gomes, Joana Villaverde, João Pimenta Gomes, Francisco Vidal, Joana Patrão, Sarah Basha, Mariana Vasco Costa, Tiago Alexandre, Sara Mealha (ARS/Projecto Pontes) Ilha de Calipso – Pedro Tropa, Teresa Santos e João Pimenta Gomes (Fábrica da Criatividade)
SANDBOX – Serviço de Mediação
Concepção: Joana Patrão e José Costa
Execução (entre 2020 e 2023): Joana Patrão e José Costa
Execução desde 2023: Marília Marques
As sandboxes [caixas de areia] são locais públicos onde as crianças podem jogar e experimentar. Assentes na ideia de liberdade criativa, estes locais têm também como premissa a autonomia de quem joga – as caixas de areia não apresentam por si só um jogo, mas um espaço onde o jogo pode existir. São por isso palcos onde a criatividade pode ser exercitada e exibida.
O termo sandbox foi entretanto apropriado pela linguagem informática segundo uma filosofia semelhante: torna-se um local virtual onde os programas podem ser testados sem receio de potenciais danos no sistema. O mesmo acontece com o subgénero de videojogos sandbox: espaços virtuais onde quem joga tem ao seu dispor um conjunto de ferramentas para criar situações e tomar decisões autónomas, escolhendo os seus próprios percursos, ações e aventuras.
O projeto educativo Sandbox pretende unir as caixas de areia físicas com as virtuais. Ao estabelecer um espaço de experimentação , procura pensar o processo de mediação e educação como um jogo autónomo em constante construção, propondo ferramentas para expandir as suas possibilidades em cada interação, exposição ou momento.
fAV – Fórum das Artes Visuais
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O fórum é um evento anual que promove o debate e as boas práticas no setor das Artes Visuais
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1ª edição,
dia 22 de junho de 2024,
na Appleton – Associação Cultural,
em Lisboa
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O fAV – fórum das Artes Visuais é um evento novo e inédito que se realizará todos os anos, visando o debate dos problemas do sector.
Dada a carência de debate formal e afirmação pública das suas questões, o sector das Artes Visuais pretende, assim, juntar uma vez por ano os seus diversos profissionais, com o objectivo de pensar e apontar soluções para as limitações que encontram no desenvolvimento do seu trabalho.
Na sua génese a ideia é a de que estejam representados os intervenientes do sector: artistas, galeristas, espaços independentes, instituições, publicações, curadores, programadores, coleccionadores, autarquias e governo central, convidados a participar no mesmo evento pela primeira vez.
A organização do fAV – fórum das Artes Visuais é da iniciativa da AAVP – Associação de Artistas Visuais em Portugal, Appleton – Associação Cultural e Umbigo Magazine, sendo os convites de participação orientados a todos os profissionais do sector. Neste primeiro ano acontecerá a 22 de Junho de 2024 no espaço da Appleton – Associação Cultural em Alvalade, Lisboa.
Anualmente serão eleitos dois temas para serem debatidos em diversas mesas redondas e posterior apresentação de um documento para subscrição pública pelos profissionais do sector, para que seja divulgado junto da comunicação social e agentes do meio que podem, e devem, questionar e melhorar as suas práticas profissionais.
A intenção é que as Artes Visuais passem deste modo, a ter uma voz idónea e respeitada para representar os seus problemas, assim como uma reunião anual para discutir os seus problemas.
—
Uma iniciativa:
AAVP – Associação de Artistas Visuais em Portugal
Appleton – Associação Cultural
Umbigo Magazine
Criação
—
As primeiras residências de criação foram a do artista Luís Rocha na Appleton Box entre Dezembro de 2021 e Janeiro de 2022 e a do artista Carlos Nunes na Appleton Square em Agosto – Setembro de 2022 e Daniel Moreira e Rita Castro Neves entre Outubro e Novembro.
Em 2023 demos início a uma nova parceria com a Residência “Paulo Reis” do Projeto Fidalga.
Os artistas escolhidos para esta troca foram João Pimenta Gomes que foi durante o mês de Junho 2023 para São Paulo e Leka Mendes durante os meses de Agosto e Setembro, culminando numa exposição na Box em Setembro de 2023.
2024 é um ano em que diversificámos as residências, estabelecendo mais intercâmbios, o primeiro foi a artista Belén Uriel com o Projeto Fidalga em Abril, estabelecendo a troca com o artista Ding Musa que virá em Agosto para preparar a sua exposição na Box em Setembro. A nível nacional Xavier Ovídio esteve no O Espaço do Tempo em Maio, e receberemos Flávio Rodrigues em Novembro. Carla Cabanas em Junho está um mês na Córtex frontal, que organizará uma exposição na Appleton em Outubro. Durante o mês de Agosto será João Timóteo a ir para a Officina Mundi em Avis.
BIBLIOTECA MARGARIDA APPLETON
—
A biblioteca Margarida Appleton é o resultado da organização de livros que ao longo dos anos a Appleton publicou, produziu, recebeu ou adquiriu. Trata-se de um conjunto de publicações, de tipologias muito diversas, sob o tema da arte contemporânea, que passam agora da esfera privada para a pública.
A primeira apresentação da biblioteca Margarida Appleton acontece na FARRA no Cine-Teatro de Elvas, onde estarão disponíveis para consulta cerca de 400 livros. Ao todo a biblioteca conta com mais de 700 publicações.Qualquer visitante poderá ter acesso à base de dados da biblioteca e consultar no local durante o tempo que quiser, dentro do horário do espaço, a publicação que lhe interessar. Brevemente a base de dados estará acessível online para possível marcação de consulta pela mesma via.
Agradecimento especial a Ana Nobre de Gusmão que organizou a base de dados de raiz e pela doação de muitos livros que faziam parte do seu espólio com o artista Michael Biberstein.