Uma cabeça aberta e iluminada no centro, fragilmente suportada do exterior. Um espaço vazio e transparente, marcado por ponteiros, que em curva se elevam e desenham algures três esferas invisíveis, ou três horizontes, ou três tempos: passado, presente, futuro.
O desenho tenta fixar as três personagens, mas estas, sempre em fluxo, coordenam-se musicalmente e resistem à fixação, mapeando no vazio do centro e da entrelinha a linguagem oculta da beleza ou do terror.
Entre o cá e o lá: a suspensão, o lugar da espera.
Perder-se ou encontrar-se às voltas, no lugar do tempo, sem cair da realidade abaixo.
Não consigo ver a bola onde estamos, mas o chão é curvo e está sempre a mexer.
Aqui o chão é a única referência, o único horizonte.