SQUARE

Pedro Tudela — Tangente

“Tangente” encapsula a essência do trabalho de Pedro Tudela, onde diferentes elementos se reúnem, interagem e se entrelaçam para formar uma relação aparentemente ruidosa e complexa.
Essa noção de tangência ressoa com assuntos e matérias como a recuperação, apropriação, impermanência, diferença, efemeridade e a natureza.
Como se tratasse de uma teia de redes, proporcionando uma lente através da qual podemos apreciar e alcançar o seu resultado de um modo mais crítico e expressivo.
O desenho dessa teia, composta por cabos áudio, alinha-se no lugar enquanto suporte e planifica-se no espaço pelo influxo da luz intermitente. Esse lugar, que também é o nosso, dissipa-se na perceção que passa a ser efémera e tangencial.
À aparência, junta-se a teia sonora, onde os sons se entrelaçam e vibram, criando uma interação que tanto é rítmica quanto orgânica, texturada ou caótica.

tangente … mente                                                          Pedro Tudela 2023

Pedro Tudela. Nasceu em Viseu, em 1962. Concluiu o Curso de Pintura da Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP) em 1987. Doutorado em Arte e design 2011. Professor Auxiliar da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP). Enquanto aluno da ESBAP, foi cofundador do Grupo Missionário: organizou exposições nacionais e internacionais de pintura, arte postal e performance. Participa em vários festivais de performance desde 1982. Foi autor e apresentador dos programas de rádio escolhe um dedo e atmosfera reduzida na xfm, entre 1995 e 1996. Em 1992, por ocasião da exposição “Mute … life”, funda o coletivo multimédia Mute Life dept. [MLd]. Enveredou pela produção sonora em 1992, participando em concertos, performances e edições discográficas, em Portugal e no estrangeiro. Cofundador, com Miguel Carvalhais, do projeto multidisciplinar e de música digital @c. Membro fundador da label Crónica Electrónica. Trabalha em cenografia desde 2002. Expõe individualmente com regularidade desde 1981. Participa em inúmeras exposições coletivas em Portugal e no estrangeiro desde o início da década de 80. Encontra-se representado em museus, coleções públicas e particulares. Vive e trabalha no Porto.

creditos © pedro tropa

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